Você apresenta uma proposta e alguém pergunta se o prazo é viável. Antes de ouvir o restante, já está explicando por que precisa ser assim. A pergunta foi sobre a proposta, mas talvez tenha chegado até você como uma contestação à sua capacidade de liderar.

Todos carregamos histórias sobre competência, reconhecimento e autoridade. Elas influenciam a forma como interpretamos o que acontece no trabalho. Perceber essa influência ajuda a criar um intervalo entre o que ouvimos e a resposta que escolhemos dar.

Na próxima discordância, observe primeiro o que aconteceu de forma concreta. Quais palavras foram usadas? O que você concluiu a partir delas? Há outra interpretação possível? Esse pequeno deslocamento pode evitar que você responda a uma intenção que a outra pessoa nunca teve.

Em seguida, procure compreender o argumento. “Que risco você está enxergando?” ou “O que precisamos considerar antes de seguir?” são perguntas que permitem aprofundar o assunto. Escutar não obriga você a mudar de posição, mas oferece mais elementos para sustentar ou rever a decisão.

Se sua reação fechou a conversa, é possível retomá-la. Reconheça o que fez, convide a pessoa a concluir e explique como pretende conduzir a discussão. A forma como você lida com uma discordância também mostra ao time quanto espaço existe para contribuir.

Para observar na próxima semana: você tem recebido concordância porque há alinhamento ou porque discordar ficou difícil?